Património arquitectónico

Igreja da Imaculada Conceição - Cioga do Campo
Situada na entrada da povoação da Cioga do Campo, em local aprazível e airoso, foi durante séculos a Igreja Paroquial da freguesia, e teve como primitiva invocação S. João Baptista. 
Em 1784, por provisão do Bispo D. Francisco de Lemos foi mandada reedificar, talvez resultado da ruína trazida pelo terramoto ocorrido em 1755. Em consequência das invasões francesas foi roubada e espoliada. Na primeira metade do séc. XIX seria renovada em estilo neoclássico.
A fachada apresenta um portal com entablamento tipo frontão, suportado por cunhais apilastrados. O interior apresenta-se de nave única, altar-mor, dois retábulos colaterais e um arco cruzeiro setecentista, de grande envergadura. 
Perante o estado geral de ruína, o templo foi renovado por acção da Comissão da Fábrica da Igreja, na segunda metade do século passado, e que lhe conferiu o aspecto actual. No entanto, estas intervenções, não obstaram a que se perdesse o retábulo principal que ornava a capela-mor, datado dos finais do séc. XVII.  
Actualmente, o altar-mor apresenta-se despido de madeiramentos, nele se destacando um Cristo Crucificado, em madeira, do séc. XVIII e um pequeno sacrário, em talha, dos finais do séc. XVII, este último, provavelmente, o que sobreviveu da antiga composição retabular. No colateral direito realça-se a bela imagem de Nossa Senhora da Conceição, em madeira, da 2ª metade do séc. XVIII. 
Uma palavra ainda para a pia baptismal, obra antiga, da transição entre os sécs. XVI-XVII, do tipo cilíndrica com pé em balaústre. 
 
 
Igreja Paroquial de São João do Campo
A Igreja Matriz ou paroquial de S. João do Campo localiza-se no centro da povoação, junto à principal artéria do lugar, destacando-se pela sua imponência. 
Na génese do templo esteve uma pequena capela particular, pertença do Sr. José de Moura Gusmão e sua esposa D. Maria do Carmo de Moura Forjaz, de Sandelgas, da qual se preserva uma lápide na capela do corpo, junto ao altar colateral direito. De acordo com esta inscrição, e com a escritura datada de 23/11/1870, verificou-se a doação pública da capelinha à Junta de Paróquia, tendo como propósito a edificação de uma Igreja Matriz, em consonância com o crescimento do povoado que se tornara a sede da freguesia (em substituição da antiga paroquial da Cioga do Campo que ao tempo caíra em ruína) 
A Igreja seria edificada em 1873, concluindo-se os trabalhos na década seguinte com a inauguração da Torre da Igreja em 1885. A fachada é de traça oitocentista e cariz neoclássico. Foi remodelada nos princípios do séc. XX, de acordo com projecto de António Mano Ribeiro orçado em 499.000 reis (1905). O primeiro assento de baptismo na nova Egreja de Lavarrabos, data de 02/03/1873
O templo apresenta-se com nave única, nela se destacando o retábulo principal e os dois colaterais, em talha dourada, do tipo barroco, datando de finais do séc. XVII, possivelmente oriundos do Mosteiro de Sandelgas. Surgem decorados com colunas e arcos torcidos, enramadas de pâmpanos. O retábulo principal apresenta-se dominado por grande tela central, representando o Baptismo de Cristo no Rio Jordão, obra assinada por António José Gonçalves das Neves, com data de 1876. 
Ao nível escultórico destacam-se as imagens de madeira que ladeiam a tela principal: S. Francisco (à esquerda), e Santa Clara (à direita), obras produzidas nos finais do séc. XVII. De valor é, também, a imagem, em pedra, de Santa Luzia, datável dos finais do séc. XVII, princípio do XVIII.