Origens

Uma grande parte desta Freguesia é constituída por terrenos agrícolas, pois esta foi durante muito tempo a actividade base de sustento da população.
Os dados existentes permitem concluir que a primitiva sede era Cioga dos Campos, tendo sido posteriormente alterada para a actual S. João do Campo, outrora conhecida como "Lavarrabos" ou "Rabarrabos".
 
A denominação actual de S. João do Campo, segundo alguns autores, data aproximadamente de 1880. Todavia, reconhece-se a sua existência com a designação de "Rabarrabos", significando "Rabal ou Rabanal", ou seja, campo semeado de rábanos, clara referência ao trabalho agrícola, actividade que ainda hoje representa aspectos marcantes a nível social e económico.
 
Segundo as gerações mais antigas, a denominação de "Lavarrabos" foi alterada porque teria sido uma Rainha a responsável pela actual denominação, pois vinda de Coimbra com destino a Oeste, "Tentugal, Montemor-o-Velho, ou Figueira da Foz" e tendo notado como era árduo passar a Vau da Vala de Ança, na entrada para S. João do Campo, por não existir aí uma ponte, terá intercedido para que tal ponte fosse construída e que o nome da terra passasse a ser o actual, visto que a sua passagem se deu no dia da festa de S. João Baptista, padroeiro da Freguesia.
 
Os mais antigos assentos paroquiais datam de 1637, havendo contudo registos anteriores nos livros de "Açam", (hoje Ançã) extinto Concelho de que esta Freguesia fazia parte. Duas das personagens mais importantes que aqui viveram foram os Drs. Jaime Cortesão e Armando Cortesão, grandes vultos da Literatura, História, Ciências e Política Portuguesas.
 
Esta freguesia foi elevada à categoria de Vila por deliberação em reunião plenária da Assembleia da República de 30 de Junho de 1989. Este evento consta no Diário da Assembleia da República, I Série, n.º 99 de 01 de Julho de 1989 e publicado como lei N.º 53/89 de 24 de Agosto no Diário da República I série, n.º 194 de 24 de Agosto.